"Deixe de ser paranoica."
A inflamada chama paira sobre o vazio,
a consumir incessantemente tudo que a toca.
Em sua fome voraz, consome-se;
e nutre-se do todo, de mim,
do fraco tremular dos meus membros consumidos.
Incauta abasteço sua fogueira ignorante.
A vejo nascer incerta por entre as incertezas.
Feito eletricidade que cerceia corpo e impurezas.
Feito amor que assim devora o coração do próprio amante.
Quisera eu não me prostrar entregue, inerte.
Feito conselhos d'auto-ajuda familiar,
de utilíssima valia, tão soberba que adverte;
E na essência é tão placebo feito abrigo, feito lar.
Pedir-me-hão que lute contra a chama que alimento.
Como se assim alegre fosse-me ante dela alimentar.
Feito donzela raptada em fantasia inexistente,
como se escolha fosse sua, falso-herói, vil resgatar.
Tão alheia a mim enquanto estou;
no átimo da inconsciente enternecida.
Abrigada, esperançosa, triste e embevecida.
Deixo a eletricidade ir, me afago e vou.
Tão alheia a mim enquanto sou;
O átimo da triste inconcebida.
Amante, errante, heroína inimiga.
Culpada por adoecer, me afogo e vou.
Muito bom. Gostei da fluidez mas o sentido do texto é um enigma que vai me consumir algumas horas de reflexão.
ResponderExcluirOla! Primeiramente muito obrigada por comentar! Fico radiante de ter um comentário :). Kkkkk
Excluir"Segundamente", é, eu tenho essa tendencia a produzir textos excessivamente herméticos. Para contornar essa questão lhe darei umas dicas para decifrar o todo kkkk:
Observe o tema da imagem, ele reflete o tema do poema em si. (Sofro de ansiedade generalizada :( ). O titulo do poema se conecta diretamente com a tematica, e complementa o penultimo verso do texto.
As estrofes mais contundentemente importantes saonas ultimas.
As outras descrevem sensacoes e efeitos relacionados ao desenvolvimento da tematica. :)
Quem sabe assim fica mais claro kk
De novo, muuuito obrigada por comentar! Espero lhe ver mais vezes por aqui :) Beijocas!