Desespero.
Tremulam os musculos inertes em mim
Feito eletricidade, corrente, grilhão
Feito maremoto, terremoto, vulcão
Em fúria incontida, lagrima ao chão.
Escrevo para que passe, escrevo para parar.
Submetida ao impasse, medo de voltar
Medo do amanhã, do agora, do jamais
D'aqui dentro, lá fora, dos olhos brutais.
Escrevo para que passe, escrevo e não quer passar.
Submetida n'enlace, obrigação de estar
Sobre meu travesseiro, meu medo exprimir
Se suor ou se pranto, poderei distinguir?
Escrevo e nem sei porque, escrevo e não vai passar.
Não passar, não deixar, não gritar, não chorar.
Não mostrar, não sentir, não pensar, não agir.
Não mudar, existir, suplantar, engolir
Não sonhar, não sorrir, não falar, não ruir.
Escrevo para conter, escrevo pra nao sumir...
Feito eletricidade, corrente, grilhão
Feito maremoto, terremoto, vulcão
Em fúria incontida, lagrima ao chão.
Escrevo para que passe, escrevo para parar.
Submetida ao impasse, medo de voltar
Medo do amanhã, do agora, do jamais
D'aqui dentro, lá fora, dos olhos brutais.
Escrevo para que passe, escrevo e não quer passar.
Submetida n'enlace, obrigação de estar
Sobre meu travesseiro, meu medo exprimir
Se suor ou se pranto, poderei distinguir?
Escrevo e nem sei porque, escrevo e não vai passar.
Não passar, não deixar, não gritar, não chorar.
Não mostrar, não sentir, não pensar, não agir.
Não mudar, existir, suplantar, engolir
Não sonhar, não sorrir, não falar, não ruir.
Escrevo para conter, escrevo pra nao sumir...
Alguns diriam que evitar sentimentos intensos é o caminho para a serenidade. Outros diriam que é na intensidade que estamos realmente vivos. Eu acho que sentir é inevitável, e o medo uma hora bate a porta. Talvez a chave seja entender esses sentimentos mas tentar molda-los, ao mesmo tempo em que eles nos moldam.
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