Haikanetto d'Insônia
Submergi a noite;
Feito vento suplicante
Por sobre as árvores.
Nadei em teus versos
Nas palavras azuladas
O lírio azul.
Lembrei-me então
Teu abraço apertado
Teu olhar castanho
E sorri-te assim
Pelo cerne da madruga
Em tua mão poesia
Meu navio anil
Veleja em tua escrita
Na flor outonal
Eu enfeitiçada
Pela noite cor azul
Tom primaveril;
Submersa a noite
Tua poesia em minha mão
Hoje vou dormir
Palavras apropriadas para esse início de outono. Escrever, e também falar, muitas vezes são a forma que temos de nos despir das folhas do passado e aguardar pelo gélido destino.
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