Imperativamente Categórica

Tragada em sutilezas d'ocasional latíbulo,
detrás da própria silhueta acaçapada.
Nas profundezas tão escusas, no prostíbulo,
Negociando em ar a alma enfarrapada.

Transita ela imperativa e categórica,
julgando o erro universal da prima-flora.
A imperfeição do próprio ímpeto a deflora
Impetuosamente traga-a,
devora.

Como julgar a ética da inexistência?
Se o não-ser demanda a essência  do que é.
A imobilidade vil d'adjacência,
inconsequente essência aflora pelo pé.

Como encaixar-me em imperativa  que demandas?
A deontologia vil em que me enfadas, agrilhoa-me!
Escusa de mim mesma em teu covil de hipocrisias,
Destruo a silhueta , a caixa, pedras luzidias.

Liberto-me de teus grilhões imperativa.
Parmenidesianamente ser quem sou.
Categórica assinar-te-ei que viva
Deontológica ser-me-ei,
ser-me-vou.

Kimi no Na Wa Landscape by Juan Carlos Guzmán

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