Sob as Luzes da Cidade
Vago rua a fora sob as luzes da cidade.
Na estreita viela entre mundos conflitantes.
Na melodia hipnótica da vil realidade.
No estreito corredor entre buzinas dissonantes.
Na artificialidade dos pedestres inconstantes.
No engarrafado trânsito dos amores litigantes.
Vago rua a fora sob as luzes da cidade.
Na silenciosa alameda com o vento em meus cabelos.
Na escura ponte sobre o mar d'aromaticidade
Na morada litorânea em que deflagro meus apelos.
No intransigente espaço entre mil postes e modelos.
No intransigente espaço entre meus próprios desmantelos.
Vago rua a fora sob as luzes da cidade.
Na calçada a beira mar de nossa própria incerteza.
Nos subúrbios obscuros em que jaz morte e bondade.
No albergue de esquina da avenida fortaleza.
Na efêmera morada da ignóbil realeza
Na mofado teatrinho-lar da própria boniteza.
Pergunto-me:
Vagueio assim por tuas ruas e vielas,
ou serão elas
O espelho das mazelas
de suas próprias sentinelas?
Afinal de contas,
moramos aqui.
De longe o mais lírico até agora. Fica o sentimento de paz ao ler essas linhas entre uma parada e outra dessa viagen existencial chamada vida
ResponderExcluir:) Feliz em ver você a comentar por essas bandas outra vez! A ideia é bem essa. Daqueles momentos perdidos pelos ônibus rua a fora.
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