Intempestiva
Amásia chuva que é de meu silêncio algoz
Meu tremulante corpo aos teus brados entreguei
E sobre minha tez verteu-te álgida e feroz
Lavando-me e Levando-me
Na dor que despejei.
Amásia chuva que é de meu silêncio algoz
Qu’algoz também tu sejas da’inquietude que escondi
No espaço que intruso impôs-se entre nós
No vão entre as estantes
Nos amores que cerzi
Amásia chuva que é de meu silêncio algoz
Despir-me-ei em ti de cada angústia a flor
A máscara cotidiana que num mundo atroz
Vesti para esconder-me
Em gênero incolor.
Amásia chuva, leva-me!
Pra seres o que for.

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